Fazenda Capão Alto

Venha conhecer a histórica Fazenda Capão Alto, em Castro-PR! Nesta página você encontra os telefones para reservas, fotos e outras informações.

HISTÓRIA DA FAZENDA CAPÃO ALTO

- A vocação hospitaleira de Castro começou no Século XVIII, quando os tropeiros que faziam o caminho de Viamão–Sorocaba transportando gado encontraram às margens do rio Iapó um povo seguro e corajoso. É nesta época, 1704, que se deu a fundação da Fazenda Capão Alto, localizada em terras de sesmaria concedidas a Pero Taques de Almeida, seus filhos e genros. Por ocasião da morte do patriarca, os direitos da vasta concessão de terras passaram a seus descendentes, ficando Timóteo Corrêa de Góes com a gerência das terras localizadas no Capão Alto.

- Em, 1749, a fazenda foi levada a leilão e arrematada por José de Góes Moraes que, em 1751 teria feito doação ou venda da mesma, aos religiosos de Nossa Senhora de Monte Carmelo.

- Os carmelitas ali permaneceram por mais de um século como agricultores e criadores de gado. Em meados do século passado os religiosos deixaram a Fazenda em quase completo abandono, sendo que seus inúmeros escravos passaram a tomar conta, organizando um quilombo ordeiro e pacífico.

- Dentro de um sistema de república altamente democrático, ao negros do Capão Alto consideravam-se apenas de Nossa Senhora. Diariamente compareciam à capela, onde oravam, e pediam ordens da Virgem. Sempre sob sua inspiração elegiam semanalmente um diretor para orientar o serviço de distribuição de prêmios e sanções, segundo as necessidades.

- Em 1864, os “escravos carmelitas” foram vendidos para uma fira de São Paulo, mais quando os seus donos vieram busca-los, recusaram-se a sair da Fazenda. Iniciou-se uma revolta que só foi dissipada pela intervenção do chefe de polícia de Curitiba.

- Em 1870, Bonifácio José Batista, o Barão de Monte Carmelo, comprou a Fazenda, que foi passando para seus herdeiros até chegar à sua neta Evangelina Madureira.

- Após 1940 esteve em mãos de dois compradores estranhos à família e em 1979 foi vendida à Cooperativa Central de Laticínios do Paraná. Suas construções refletem a imagem dos casarões coloniais típicos das Fazendas de Café.

- A casa central foi erguida em taipa de pilão, uma das únicas do gênero do Paraná, em 1982 foi tombada como patrimônio pelo Governo do Estado do Paraná.

- Desde 2002 a Fazenda Capão Alto Empreendimentos Culturais e Turísticos S/C assumiu a responsabilidade da manutenção do Patrimônio Histórico com a supervisão Prefeitura Municipal de Castro e da Secretaria da Cultura e Patrimônio Histórico do Paraná, e que com a ajuda e colaboração de particulares e entidades necessitam de verbas e patrocínio para restauro.

FAZENDA CAPÃO ALTO

Membros da aristocracia paulista, frades carmelitas, escravos, proprietários rurais paranaenses, imigrantes – muitos foram os donos e administradores da Fazenda Capão Alto, na “paragem do Iapó” onde mais tarde, já no século 19, foi construída sua sede.

De todos, a propriedade e o velho casarão guardam vestígios: mas é de um importante período sócio-econômico e conseqüente processo de povoamento do território paranaense que a Fazenda Capão Alto terminou sendo um testemunho privilegiado: o tropeirismo.

As atividades ligadas à pecuária e ao tropeirismo, desenvolvidas a partir da primeira metade do século 18 ao longo dos chamados “Caminhos das Tropas” – de Viamão a Sorocaba, passando pelos Campos Gerais, – marcaram profundamente a história das regiões atravessadas por esses roteiros: determinaram a ocupação do espaço, propiciaram o surgimento de assentamentos urbanos e núcleos agro-pastoris, influenciaram o modo de vida, os costumes e tradições da população que aí se estabelecia.
Por ser um remanescente de todo esse processo, de grande valor arquitetônico, é que a Sede da Fazenda Capão Alto – por iniciativa da Curadoria do Patrimônio Histórico e Artístico, e por força da lei estadual 1.211/53 – foi declarada de interesse público, tendo sido inscrita no Livro Tombo Histórico em 1982, sob o nº.80.

Histórico...

1704 - Primeiras ocupações dos Campos Gerais – sesmarias - Santa Cruz do Capão Alto – concedida ao clã de Pedro Taques de Almeida para a implantação de currais e invernadas para criação de bovinos e muares. Assim é o aparecimento das fazendas e fazendeiros, as fazendas de criação e os primeiros beneficiados. Ali é erigida a capela de Santo Antônio, filial da Capela de Santo Antônio, assistida pelos frades Carmelitas.

1751 - O Capitão José de Góes e Moraes um dos associados daquela vasta sesmaria de Santa Cruz do Capão Alto, vendeu a fazenda ao Convento do Carmo de São Paulo.

Os Frades Carmelitas e a Capela de Santo Antônio do Capão Alto: O terreno onde estava construída a capela de Santo Antônio do Capão Alto era plano e não faltou quem desejasse se instalar ao redor, iniciando um povoado. Os Carmelitas acabaram atraindo os moradores para terras fora da fazenda com a construção da Capela de Sant’Ana do Iapó. Mesmo assim os primeiros habitantes da região batizaram seus recém-nascidos, casaram seus filhos e encomendaram seus mortos na antiga capela de Santo Antônio do Capão Alto. No cemitério anexo foram enterrados moradores ilustres como o capitão Manoel da Rocha Carvalhares. Entre os casamentos lá celebrados constam os de Antônio Lopes de Toledo com Ignácia de Freitas, em 1754, e o de João Pereira Avellar, viúvo de Anna Pinto, com Isabel Martins de Serqueira, em 1755.

A Capela de Santo Antônio mudou mais tarde de nome, passando a ser consagrada a Nossa Senhora do Carmo, e foi abandonada vinte anos depois da entrada dos carmelitas na fazenda, quando estes construíram a capela de Sant’Ana, rio abaixo. Como queriam os frades, a nova capela atraiu o povoado para fora dos limites de Capão Alto e deu origem à Vila Nova de Castro, berço da atual cidade.

1770 – Os frades Carmelitas retiram-se do Paraná, deixando a Fazenda Capão Alto por conta de seus escravos, que ali permaneceram por mais de cem anos, em regime de semi liberdade.

1864 - Quase um século de liberdade sedimentou um sentimento muito forte entre os negros de Capão Alto, que implantaram uma república independente - um quilombo nas ricas terras dos carmelitas.

Disciplinados pelo trabalho e pela religião, herança deixada pelos frades – os negros de Capão Alto entregaram a chefia do quilombo a Nossa Senhora do Carmo – a “Sinhara” – a quem tinham grande devoção. Era a imagem de Nossa Senhora do Carmo que todas as manhãs os escravos consultavam para saber o que deveriam fazer durante o dia.

O comando real da fazenda era entregue, semanalmente, a um dos escravos, eleito por toda a comunidade. A ele cabia a responsabilidade de interpretar as orientações da “Sinhara”, vender na cidade os produtos, e manter a ordem na comunidade.

- Em 1864 os escravos foram efetivamente vendidos pelos carmelitas à Casa Comercial Bernardo Gavião & Gavião. As autoridades policiais sabiam que a documentação da Casa Comercial Bernardo Gavião & Gavião não estavam em ordem mas não vacilaram, mesmo assim em usar a força policial contra os escravos de Nossa Senhora do Carmo.

Dominados os escravos viram a polícia invadir as senzalas.
Os líderes da resistência do quilombo foram levados às cadeias de Castro e Curitiba e o restante seguiu para São Paulo.

A ordem fora mantida, a lei, não.
O quilombo de Capão Alto acabou em 1864, eram mais de 200 os escravos que viveram em semi liberdade durante cem anos nessas ricas terras dos frades carmelitas.

1866 – A Fazenda foi vendida pelos Carmelitas a Bonifácio José Baptista, presidente da Câmara Municipal de Castro, espécie de prefeito, por duas vezes deputado provincial pelo partido liberal, com pouco mais de trinta anos, exibia um invejável patrimônio – 78 mil alqueires de terra e 14 mil cabeças de gado – em grande parte por herança de sua mulher. Quando comprou a fazenda Capão Alto, já era dono de um dos maiores latifúndios da Província, a fazenda Monte Alegre. Mais tarde recebe o título de Barão de Monte Carmelo, e constrói o casarão, com técnicas refinadas trazidas de São Paulo, trazendo luxo e conforto a vida campeira.

Cercado por rico mobiliário, Bonifácio Baptista fixou residência na fazenda, dedicando-se à leitura e formando com amigos, a Biblioteca Pública de Castro, que chegou a contar com cerca de seis mil volumes, entre manuscritos, livros de línguas portuguesa e livros estrangeiros. Nomes como Rocha |Pombo, Nestor Vitor, Silveira Neto, Leôncio Correia, Emílio de Menezes e Sebastião Paraná, são citados entre os intelectuais que consultaram seu acervo.

 

Características construtivas da casa:
A taipa de pilão – utilizada no porão e paredes externas do casarão da Fazenda Capão Alto – é um sistema construtivo cuja matéria prima é a terra, sem nenhum beneficiamento anterior.

De baixo custo e de fácil execução, foi amplamente empregada em todo o país, desde os tempos coloniais.
Muitas são as vantagens, além da resistência e durabilidade das construções, que explicam a persistência de seu uso: a taipa de oferece um bom condicionamento térmico, protegendo o habitat do homem contra a umidade: não é inflamável: não se deteriora com facilidade: resiste bem aos cupins: e é de ótima qualidade como isolante acústico.

Normalmente, a pintura das paredes de taipa é feita à base de cal, com pigmentação em pó.
As paredes de taipa de pilão, longe de serem consideradas frágeis, são estruturas maciças e monolíticas. Contudo, podem ser facilmente destruídas por seu principal inimigo – a água.

1979 - Venda da Fazenda Capão Alto à Cooperativa Central de Laticínios do Paraná.

1982 - Inscrição da sede da Fazenda Capão Alto no Livro Tombo do Estado do Paraná sob o nº 80.

2001 - A propriedade da Fazenda Capão Alto passou a ser da “Fazenda Capão Alto Empreendimentos Culturais e Turísticos S/C”.

Fazenda Capão Alto Empreendimentos Culturais e Artísticos S/C
Envie seu E-mail!

Fone/Fax:
(42) 3232.5856
(Horário comercial, c/ Danieli ou Angelo)

Fone Fazenda:
(42) 9981.6111 - c/ Sr.João

Horário de Visitação:
De terça-feira a Domingo: das 8:00 as 18:00 horas

Ingressos: R$ 3,00 por pessoa com direito ao recebimento de um cartão postal.

Reservas para visitação em grupo: Pelos fones (42) 3232.5856 com Danieli ou Angelo (horário comercial) ou pelo fone: 9981.6111 com Sr. João

Endereço:
Estrada Castro-Castrolanda–Capão Alto
Castro–Paraná

Endereço para correspondência:
Rua Otto Kugler, s/n
Caixa Postal 119
84165-000
Castro–PR

 

 

 

Fazenda Capão Alto Empreendimentos Culturais e Artísticos S/C
Envie seu E-mail!

Fone/Fax:
(42) 3232.5856
(Horário comercial, Danieli ou Angelo)

Fone Fazenda:
(42) 9981.6111 - Sr.João

Horário de Visitação:
De terça-feira a Domingo: das 8:00 as 18:00 horas

Ingressos: R$ 3,00 por pessoa com direito ao recebimento de um cartão postal.

Reservas para visitação em grupo: Pelos fones (42) 3232.5856 com Danieli ou Angelo (horário comercial) ou pelo fone: 9981.6111 com Sr. João

Endereço:
Estrada Castro-Castrolanda–Capão Alto
Castro–Paraná

Endereço para correspondência:
Rua Otto Kugler, s/n
Caixa Postal 119
84165-000
Castro–PR

Hotéis, Pousadas e Atrações
Restaurantes